Ideias Inertes

Sobre descoberta e algoritmos

Eu estava reouvindo o álbum Surfing with the Alien do Joe Satriani (inclusive eu deveria tentar escrever algum tipo de texto sobre música, fica a ideia para o meu eu do futuro) e peguei me pensando em como estamos preso em escutar bandas, assistir filmes, desenhos e séries, ler livros e tudo mais com base em recomendações de algoritmos.

Talvez por conta da forma que vivemos hoje conectados, mas ao mesmo tempo tão afastados uns dos outros e isso tenha me influenciado na forma como que descubro e aprecio essas obras artísticas.

A descoberta antes tinha algo mágico, lembro uma vez, ainda um adolescente de estar na casa do meu vizinho que tinha computador e acesso a internet discada, e procurando músicas para baixar e nessas acabamos descobrindo sem querer a banda Type O Negative e a música Carolina IV do Angra, que já era uma banda que conhecíamos, mas nunca tínhamos ouvido essa música em questão.

Em relação a séries eu lembro de começar a assistir Lost por recomendação de um amigo, e assim como tantas outras, íamos falando sobre elas nas conversas e indicando uns aos outros.

Alugar uma fita VHS/DVD ou comprar um livro apenas pela capa foram coisas que eu fiz e de certa forma sinto falta, me surpreender com o conteúdo, assistindo ou lendo algo sem nenhum conhecimento prévio era uma experiência bem legal. Foi numa dessas que eu descobri a série de livros Guerra do Velho e que acabei gostando bastante.

Por conta dessas minhas experiências prévias eu gosto muito das tags diárias que rolam nas instâncias do Mastodon como o #segundaficha e o #musiquinta servem como momentos de recomendações e interações entre a comunidade.